O primeiro encontro [+18]


Oi, oi gente. Desculpa por qualquer coisa. Acho que isso conta mais como um conto lésbico do que uma one shot do meu original. Espero que gostem. E sintam-se avisados, só para maiores de 18 e que ainda tenho muuuito o que melhorar e estou morrendo de sono.


Estávamos trancadas no ginásio!


Bati o pé impaciente no chão, bufando de frustração.


― Se irritar não vai ajudar a sairmos daqui. ― disse Meredith que estava de lado sentada na arquibancada.


― Isso é o que você diz. ― falei baixo.


Será que teríamos que dormir passar a noite na escola? Era como se s meus priores pesadelos se tornassem realidade. Odiava imprevistos, e principalmente dormir em um lugar vazio como esse.


― O que acha de jogarmos um jogo?


Encarei aquela criança. Não era mais que dois anos mais velha que ela, mas me senti uma idosa naquele momento.


Nem a pau. Nada de distrações até que o problema fosse resolvido.


― O que você disse? O Céu já deve está escuro e meus pais, você sabe, estão esperando por mim. Preciso arranjar um jeito de sair daqui não ficar brincando como uma criança contigo.


Irritada, bati o punho na porta. Observando Meredith pelo canto do olho.


― Terminou? Por que ficar reclamando também não vai fazer surgir uma alternativa milagrosa de sairmos daqui. E foi você que esqueceu seu celular na sala.


― Era para ter adivinhado que ficaríamos presas aqui? ― Apertei com o os dedos entre as sobrancelhas como sempre fazia quando estava sem paciência. ― E você? Também esqueceu o seu, não?


Caminhei em sua direção em busca de qual quer aparelho em seus bolsos da sua longa saia azul marinho que todas eram obrigadas a usar.


― P-para!

Ela tentou se afastar me empurrando com as mãos sem me machucar.


― Por quê? Está com ele ai, né? Preciso avisar meus pais onde estou! ― continuei revirando os bolsos, enquanto ela ia indo para trás.


― Para, Mel! Eu...Ai!


Me separei rapidamente quando cai em cima dela sem querer pressionando suas no banco.


― Não me chame de Mel.


Dei algumas batidas na minha sai para ter certeza que não a havia sujado.


Ela me olhou envergonhada.


Apoei-me pelos braços, mas as minhas pernas logo foram impedidas de levantarem quando Meredith as rendeu com seus joelhos. Que eu nem havia sequer notado que estava entre eles.


― Me solta!


Tentei me soltar usando um braço enquanto o outro me equilibrava no chão. Não deu muito certo.


― Peça com jeitinho que talvez eu te solte.


― Por favor, me solte. ― ironizei.


― Você não pediu direito. ― calou por alguns segundos me encarando com uma olhar travesso.


E tão rápido quanto caímos ela me puxou em um abraço de urso me prendendo por completo com o seu corpo. Colando meu rosto em seu pescoço, e sussurrou em meu ouvido:


― Agora você vai ser punida.


Riu.


Ela era louca.


Ela mordiscou o lóbulo da minha orelha. Estávamos tão grudadas uma na outra que conseguia sentir seus batimentos cardíacos através do meu peito, intercalando com as batidas do meu tão descompassado quanto. Dava pra sentir os mamilos pontudos dos seus seios mesmo com as nossas roupas.


Percebi que ela dava gargalhadas meio roucas de mim.


― O-O que foi? ― ainda tentando me libertar.


― Você. Pensei que não gostasse de mulheres.


Apertou os braços a minha volta e puxou com força o meu quadril para baixo de encontro ao seu.


― E-E não gosto! Todo mundo sabe que gosto do Meir!


Ela afrouxou os braços a minha volta com aquela força absurda para alguém tão pequeno. E em um rodopio ela inverteu nossas posições. E segurou os meus braços acima da cabeça com as mãos.


Aquilo era sério? Assediada pela aluna mais nova??


― Quem não sabe? Você falta gritar isso pelos corredores para que todo mundo saiba. Para mim sempre pareceu mais algo que você deseja acreditar do que uma verdade. É o que acho.


―O que você acha não me importa. E por que ainda está me prendendo?


― Sempre gostei de como você consegue ser incrivelmente teimosa. Gosto disso.


Abaixou seu rosto e deixou a centímetros do meu. Encontrando levemente os seus lábios no canto da minha boca. Debati com raiva, balança a minha cabeça de um lado para o outro tentando limpar na camisa.


― Pare, pare! Mel! Eu já te soltei, tudo bem?


E quando abri os olhos ela estava sentada com as mãos no alto, como se tivesse se rendendo e me olhando preocupada.


― Você está bem? Prometo que faço mais isso com você. Não achei que reagiria desse jeito.


― Sério? Você me prendeu com suas mãos, Meredith.


Massageei os pulsos meio doloridos.


― Então você pelo menos sabe o meu nome. Nunca me chamou por ele. Era sempre “Ei, você” ou algo do tipo. Nunca Meredith. Prefiro quando me chama pelo meu nome. É irônico que tenha que ter te forçado a algo para ouvi-lo de sua boca.


― Não pensei que se importasse. Não gosto de falar os nomes de pessoas que gosto. Atrai maldições.


Ela gargalhou.


― Pensei que era você era estranha e uma apaixonada. Não supersticiosa.


― Toda a minha família é. ― virei em sua direção. ― Não é minha culpa.


Ela ponderou em uma resposta e fez uma careta engraçada.


― Então por que vive chamando o nome do seu amado.


Cruzou os braços.


― Ele é da família. Ele é tão amaldiçoado quanto eu, bem. ― disse rindo.


― Bem? É melhor do que nada.


Olhei para a saia que havia subido até sua coxa na confusão que ela nem se importava em arrumar. Ela me viu encarando e logo o sorriso safado de antes havia voltado.


― Se gostar tanto de olhar, deveria experimentar também.


Inclinou-se e subiu um pouco mais o tecido.


― Não me importa que esteja nua. Mas é um erro usá-la dessa forma. Está toda torta. Deixa eu ajeitar para você. Por que você não coloca nem o blazer direito quando vem para a escola todos os dias. Levante.


Segurei a lateral da saia a girando até que ficasse no sentido certo. E tentei desamassar o máximo que pude com as mãos.


― Você sabe que é proposital, né? E só está se importando com o código de vestimenta?


― Não é a única que me importo. Sabe, prometi para mim mesma que não me aproveitaria de ninguém dessa cidade. Posso ter quem eu quiser a qualquer momento que eu quiser. O eu diria se eu quisesse você?


― Nem hesitaria.


― Mesmo que já esteja apaixonada por outro?


Ela olhou rapidamente em direção em minha boca, engolindo em seco. Mas respondeu firmemente.


― Isso é uma proposta? ― Colocou a sua mão em cima da minha que pendia no banco.

Isso não estava indo para um bom caminho.


― Entenda como quiser.


Engatinhei em sua direção, que apenas esperou minha chegada. Segurei o seu rosto que brilhava de expectativa com os olhos fechados. Primeiro beijei seu pescoço, saboreando a sensação seu sangue sendo bombardeado em suas veias em combustão. Por minha causa. Fazê-la gozar bem ali seria fácil. Era para isso que éramos criadas. Demônios meio humanos. Ela não deveria ter provocado.


Fui descendo em direção ao seus peitos enquanto ela ia cedendo para trás, deitando-se. Desabotoei sua blusa facilmente, e comecei dedilhar seus mamilos por cima do sutiã preto rendado. Suas mãos gordinhas apertaram em volta da minha cintura, passando pelas minhas costas.


Aquela energia estava me deixando faminta.


A beijei ferozmente, mal dando-lhe tempo de respirar. Prestando atenção nos gemidos baixinhos vindo de sua garganta. Suas pernas prenderam a minha volta e seu quadril rebolava freneticamente.


Dedilhei minha mão por sua barriga e chegando na barra de sua calcinha. Logo meus dedos deslizaram pela fenda e a penetraram no ritmo de nosso beijo.


― M-el. Eu... posso..


― Não fui eu que pedi por isso, a única que ficará sem roupa não serei eu, Meredith.


Dessa vez puxei seu sutiã para cima sem removê-lo, e abocanha-lo. Um toque suave começou a tocar. Toy era o nome da música. Era o meu toque. Não estava tocando de onde estávamos, mas também não estava na sala. Ouvimos passos ficando cada vez mais altos assim como a musica.


― Ainda tem gente na escola?


― Se eu fosse você estaria me vestindo.


Começou rapidamente abotoar sua blusa de maneira desorganizada. Bateram na porta.


― Melanie, você está ai? Mel?


― Parece que o Meir está aqui. ― disse sorridente.


― Sério? Logo ele? O seu amado? ― resmungou descendo em direção da porta. ― Seria melhor você responder.


― Meir? Estou aqui! Você está com as chaves? Estou com uma amiga, ficamos presas aqui.


― Estou! O zelador está aqui.


Assim que as portas e me joguei nos braços do Meir e me despedi, sem realmente olhar para trás enquanto ia embora. Agora eu tinha uma diversão extra naquele inferno. Finalmente.


― Até a próxima, Meredith.

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