Resenha: Elite (série)


Olá, gente. A semana vai bem? Nada melhor do que uma série curtinha para passar as horas vagas na semana. Elite é uma das séries que só assisti por causa dos anúncios da Netflix, e por querer uma pausa de overdose de fofura do dorama "Levem meu irmão", que é muito divertido. Acabei vendo que Elite parecia ser uma série interessante e simplesmente comecei a assistir, e sendo sincera, ela me surpreendeu um pouco.


Não esperava que tratasse de assuntos mais "adultos" podemos dizer assim, ao mesmo que mostra de um jeito mais realista a vida dos adolescentes da história, o que me lembrou um pouco de Skins. E nem associei a novela mexicana "Rebeldes" que só vi e entendi a comparação pelo facebook quando a série ficou popular de uma hora para outra.

Em geral, o problemas sociais e as descobertas da adolescência são trabalhados de forma sem dramas exagerados e sem diminuir sua importância. Vemos no decorrer da série o amadurecimento dos personagens e como a interação entre eles vai se aprofundando até o momento decisivo do último episódio.

O primeiro episódio mostra o Samuel, o Christian e a Nadia chegando em um colégio de classe alta. E tudo por causa de um desabamento da antiga escola em que estudavam, e como forma de compensação, a construtora decidiu doar três bolsas para três alunos daquele colégio.


Vemos com nitidez a divisão de classes sociais o preconceito tanto religioso quanto social por parte dos alunos e da escola.




Até aí tudo bem. Mas logo no final do primeiro episódio confirmamos que houve um assassinato após 3 meses da entrada deles três a partir de insights do "presente", ou seja, a história passa no passado e mostra como tudo aquilo acarretou na morte de alguém.

O que achei mais importante foi a imperfeição dos personagens. O Gúzman, por exemplo, me irritou bastante no começo assim como a Lucrécia. Eles eram o casal esnobe de cliché que sempre acham que estão certos. Contudo, tanto os "mocinhos" como os principais cometeram erros e desvios de caráter, os personagens que de primeira vista julgamos ser ruins, mostraram-se capazes de amarem, de protegerem quem amam e em como se machucam e se culpam por seus erros ou de acontecimentos longe de seu poder de decisão.


Isso foi bem trabalhado na trama. Todos os personagens mostraram fraquezas, imperfeições reais em algum momento, mas também com qualidades que acaba por conectá-los mais uns com outros.

Me apaixonei pelos irmãos, a Nadia e o Omar, mesmo inicialmente Nadia não aceitando que seu irmão fosse gay ela acaba percebendo o quanto isso era sem noção quando seu irmão era bem mais feliz do lado de outro cara, e acaba por ajudá-lo. Foi muito lindo o quanto eles pareceram mais próximos depois, diferente do começo da série.


As confusões nos relacionamentos "estáveis" antes de toda mudança acaba sendo totalmente destabilizadora. Os conflitos e a harmonia é um ciclo que eles vivem nesses 8 episódios, mesmo com tantas desavenças acho que o que realmente pode dividi-los é a morte de um deles. Atormentados pela culpa e perdidos ao saírem da sua zona de conforto.


Como um todo, a série é interessante e, pelo menos para mim, pareceu mais longa do que realmente era. A maneira como homoafetividade foi tratada foi bem mais natural e realista do muitos filmes por aí. A série pode ser bem diferente com Insatiable, mas tem suas semelhanças como o final mais puxado para segunda temporada e a não resolução total do principal foco da série.


Recomendo que assistam. Os personagens são maravilhosos e o clima de suspense adolescente é um pouco estranho a mim quando não associado a nada fantasioso ou místico, mas foi bom. Foi um tempo bem gasto assistindo, e mais uma remessa de shipps formados. A apresentação e desenvolvimento de assuntos sérios como HIV, aceitação dos pais e a pressão que colocamos em nós mesmos pode acabar com a vitalidade de pessoas tão jovens, acabam por implementar ainda mais a série.


Espero que gostem. Fico feliz que tenha lido até o final. Tenha uma ótima semana.


“Quando a pólvora mistura com o fogo, só pode acontecer uma coisa: Explode” — Elite




Fontes: https://www.metagalaxia.com.br/series/elite-netflix-resenha/amp/, https://instaseriados.com.br/elite-resenha-1a-temporada/, https://queridojeito.com/frases-da-serie-elite








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