Resenha: Uma Bruxa na Cidade



Olá, pessoas. Como estão? Faz tempo que não temos nenhuma resenha de livros, espero que se divirtam com a leitura.


Uma Bruxa na Cidade é o primeiro livro da Trilogia Winter, escrito por Ruth Warburton. O livro se passa em uma pequena cidade chamada Winter, e nossa protagonista, Anna Winterson, acaba de se mudar para uma casa com seu pai que é mais popularmente conhecida como "Castelo da Bruxa".


Tudo acontece de uma forma bem rápida. Anna conhece Seth, o garoto mais gato da escola, e mesmo que não pareça muito no início, ela fica bem afim de ele como a maioria das garotas da escola. Em uma festa do pijama, com suas mais novas duas amigas, elas tem a brilhante ideia de tentar realizar um feitiço de amor de um livro (Grimório) que foi achado dentro do forno da lareira do castelo.


Mesmo sem muita coragem para realizar o ritual, Anna acaba cedendo, e sem querer querendo acaba enfeitiçando Seth. E é a partir daí que ela descobre seus poderes, mesmo sendo bastante incrédula no começo.


A capa foi uma das coisas que me deixava mais ainda com o desejo de ter o livro. Sempre o vi na prateleira apenas me olhando. Tanto a fonte quanto o design da capa é muito bonito. Dá vontade de ter a coleção e admirá-los tudo na nossa estante, bem felizes.


A história em si não é muito "Uau, que maravilha!", mas é bem envolvente. Acabei me vendo emocionada e ansiosa com o que iria acontecer em muitas partes. A leitura é fácil, daquele tipo que você termina o livro e nem percebe que já havia devorado o livro inteiro (Isso soa engraçado). O livro tem seus momentos de comédias que descontraem muito bem momentos tensos ou apenas nos divertem.


Mesmo que ainda sinta que o relacionamento de Anna e Seth não seja nem um pouco saudável, contudo eles ainda possuem um encanto de casal muito fofo e romântico, mesmo que irrite alguma vezes em alguns pontos: como a obsessão de Anna pelo Seth. E é por essa obsessão que a protagonista perde muitos detalhes importantes que evitariam tragédias no futuro.


No começo fica claro que algumas coisas foram pegas da bruxaria real, como o grimório, oráculos e previsões; mas é perdido muito foco no decorrer do livro. E a habilidade de Ana que apenas nos foi dado uma amostra, realmente intriga, que é a capacidade de retirar até mesmo feitiços extremamente antigos e poderosos de qualquer lugar.


Não me senti nem um pouco convencida que Ana aprendesse, basicamente, o básico e o difícil da bruxaria em apenas alguns dias, como se fosse super fácil e não fosse preciso nem dedicação e esforço. E sua determinação em livrar Seth de seu feitiço, não é muito firme, se podemos dizer assim, parece que foi ela quem ficou mais apaixonada por ele do que o contrário.


Em Winter todas as construções são sustentadas por magia! Isso mesmo, magia! Isso achei tão interessante. Nunca havia pensado nessa possibilidade tão fantástica, mesmo que isso dê bastante problemas futuros exatamente por tudo ser sustentado por magia. Os poderes dos "bruxos" são bem fofos, como fazer nevar e conversar com abelhas. Acho que o poder mais "sinistro" mesmo é o de prever o futuro e o poder de Anna.


Uma coisa que achei bem engraçada que achei no livro, foi a presença de um Conselho, ou seja um "polícia" para ter a existência dos bruxos em anonimato e coisas do gênero. Isso me lembrou bastante "Os Voltori" de Crepúsculo e de Minha babá é uma Vampira. Um Conselho chega a ser algo bem fantasioso mesmo, entretanto se ajustou de alguma forma com a história.


Achei Anna bem imatura para essa situação. Ela dá valor para coisas que não eram tão importantes naquele momento. Mas mesmo errando tanto sua coragem pra enfrentar todos seus problemas realmente é admirável. Dava para perceber que o tipo de pessoa que sempre se levanta após uma queda, e realmente isso tornou Anna bem mais humana e tocável.


Em geral, gostei bastante do livro. É aquele tipo de leitura que serve realmente para descontrair ou passar o tempo. Houve alguns furos, sumiço de alguns personagens e houve momentos que foram narrados com muita rapidez, sendo que deveriam ser entregues com uma grande sutileza. Não houve muita profundidade nos sentimentos dos personagens ou em seus relacionamentos. Tudo extremamente conveniente e sem muito mistérios a se resolver.


Contudo, teve um momento que fui um pouco impactante. Nem havia me importado com as palavras pronunciadas por Anna em um contra-feitiço. Eram palavras muito estranhas e realmente não havia sequer percebido que ela só estava evocando um espírito, apenas falando palavras que não conhecia. Acho que isso serve como aprendizado. Não devemos fazer ou dizer aquilo que não sabemos seu significado.


Espero muito que nos próximos livros da trilogia expliquem melhor sobre a mãe de Anna, que com toda a certeza, também era uma bruxa que havia desafiado o Conselho. E esse "triângulo amoroso" que também será aprofundado me deixa duvidosa, já que o outro é também um bruxo e não haveria tantos impedimentos como com Seth, que além de humano fora enfeitiçado.


Vou continuar lendo a série. Foi um tempo bem gasto. Os personagens eram muito bonitos até mesmo Anna que insistia em dizer que não era, o que contradiz bastante até com a capa. Houve reviravoltas, ação e momentos que fiquei um pouquinho alarmada por ser meio grotesco. Para aqueles que se encantam com magia, e se interessaram pelo livro. Boa leitura.






"– Olhe... eu realmente não acho que Seth esteja encantado ainda, Anna. De fato, se alguém está obcecada, eu diria que é você."

Emmaline Peller











































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